Publicidade
Voltar MERCADO EDITORIAL

Novo relatório mostra os hábitos de consumo de livros digitais e de audiolivros

11 de junho de 2019
3 min de leitura

The Digital Consumer Book Barometer 2019, uma pesquisa pioneira que explora tendências de vendas dos livros digitais em cinco países: Alemanha, Canadá, Espanha, Holanda e Itália

Rüdiger Wischenbart, parceiro do PublishNews em diversos projetos como o CEO Talk da Feira do Livro de Frankfurt e o Global 50 – The Ranking of International Publishing, acaba de colocar no ar mais um dos seus relatórios que buscam entender as dinâmicas da indústria global do livro. Trata-se do The Digital Consumer Book Barometer 2019, uma pesquisa pioneira que explora tendências de vendas dos livros digitais em cinco países: Alemanha, Canadá, Espanha, Holanda e Itália. Tendo por base os números de vendas oferecidos pelos principais agregadores digitais em operação nesses países, o relatório monitora e analisa o impacto de parâmetros-chave como sazonalidade, preço e gênero. O mapeamento, acredita Rüdiger, vai permitir que autores, editores e varejistas otimizem suas estratégias de catálogo, assim como ajustem suas abordagens de marketing.

O relatório aponta, por exemplo, que as estratégias de precificação vão acontecer de acordo com o perfil dos livros. Livros digitais publicados de forma independente, por exemplo, favorecem vendas massivas de unidades com preços muito baixos. Há ainda categorias cujos preços fazem referência às versões paperback e aquelas que têm como parâmetro os preços cobrados nas versões capa dura. Entender e atribuir o preço correto para cada um desses segmentos é fundamental para o sucesso dos livros digitais, aponta Rüdiger.

Rüdiger Wischenbart é o consultor austríaco por traz do relatório 'The Digital Consumer Book Barometer 2019' | © Divulgação Bienal do RioO relatório mostra ainda que, no geral, na maioria dos mercados, as vendas estão distribuídas de forma mais uniforme ao longo das estações do ano, com uma leve queda em janeiro e fevereiro – meses que marcam o auge do inverno no Hemisfério Norte. Na Holanda, porém, os picos de verão são mais altos do que em outros lugares. A comparação entre diferentes países releva não apenas similaridades, mas padrões específicos também. Em geral, as curvas que fazem a relação entre unidades vendidas (volume) e receita gerada (valor) são notavelmente sincronizadas. No entanto, na Alemanha, os picos de férias indicam a disposição dos consumidores a gastarem em e-books mais caros. Isso não se repete em nenhum outro mercado analisado.

O relatório faz uma análise da performance dos audiolivros na Alemanha. Antes de entrar a fundo nos números, Rüdiger faz um apontamento importante a respeito da metodologia. Os dados para análise dos audiolivros têm por base os números da Bookwire e levam em consideração apenas as vendas a la carte, deixando de fora as vendas via subscrição. O mercado alemão de audiolivros representa 180 milhões de euros e responde por algo entre 30% e 50% de toda a receita digital das editoras participantes. E esse número tem apontado para cima. Entre 2016 e 2017, o faturamento desse segmento cresceu 20%. Entre 2017 e 2018, o crescimento foi de 38%. Os alemães estimam uma audiência de 18 milhões de leitores-ouvintes adultos. Cinquenta e três por cento dos usuários ouvem seus livros no transporte público e 50% enquanto dirigem um carro. As estações mais fortes para os audiolivros são o início da primavera, as férias de verão e o final do ano.

O documento patrocinado pela Bookwire, DeMarque, Libranda e a International Publishing Distribution Association (IPDA), pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade