O adeus à guardadora de livros
Morre Cristina Antunes, curadora da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Morreu, aos 68 anos, na madrugada de segunda para terça-feira (26), Cristina Antunes, responsável por quase 35 anos pela guarda do acervo da biblioteca de José Mindlin e que, desde 2013, era curadora da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP). No livro Memórias de uma guardadora de livros, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004, ela se definiu: “Eu me defino como uma pessoa que busca constantemente conhecer e aprender, e ter uma consciência profissional que me leva a partilhar com o pesquisador o que existe de disponível e de que eu tenha conhecimento. Acho que nossa função não é dissimular o livro, não é sonegar a informação, é mostrar o que existe e promover o intercâmbio entre os pesquisadores”. Ela também era tradutora. Entre seus trabalhos mais recentes estão Um banquete para Hitler, de V. S. Alexander; Esperando não se sabe o quê, de Jorge Larrosa, e Bibliotecas do mundo antigo, de Lionel Casson, todos publicados pelo Grupo Autêntica. A editora, em seu perfil no Instagram lamentou a morte de Cristina: “[Ela] teve uma vida inteira entre livros e suas contribuições ao longo de todos esses anos (…) são, hoje, imensuráveis (…) Sentiremos sua falta”.
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