Diários de Londres: topei com a rainha, mas ainda não pisei num pub
Leonardo Neto está em Londres onde concorre ao Excellence Awards. De lá, ele manda suas primeiras impressões da cidade e da Feira do Livro de Londres, aberta oficialmente nesta terça (12).
Sempre que há brasileiros em grandes feiras internacionais, o PublishNews dá um jeitinho de convencer algum estreante a fazer uma série diária com as suas impressões sobre o evento. Dessa vez, eu resolvi eu mesmo encarar essa missão. Não só porque essa é a minha primeira vez na Feira do Livro de Londres (a minha primeira vez em Londres, pra ser exato), mas sobretudo porque a decisão sobre a minha vinda foi tomada tão em cima do laço e por uma razão tão especial que não me ocorreu escalar alguém, nem a mim mesmo pra ser sincero. Acabei de chegar no hotel e tomar essa decisão (rs).
Bom… Londres é aquilo que você, mesmo nunca tendo pisado aqui, sabe: uma cidade frenética, um sistema metroviário exemplar, muita gente nas ruas, muitas atrações pra ver, muitas histórias sobre a família real pra conhecer, a London Eye, o Big Ben, os ônibus double deck vermelhos, a Tower Bridge, o fish and chips etc etc etc…
E estou tentando entrar no clima dessa (boa) confusão toda. Hoje, depois do Quantum Conference (você pode ler a minha primeira matéria clicando aqui), saí pra passear um pouco. Passei por alguns dos lugares que cito acima e, pasme, tive a chance de ver a comitiva real com a rainha e o seu filho, o príncipe Andrew, passando, a caminho da Abadia de Westminster onde foram celebrar o Commonwealth Day. No fim, fiquei sem bateria (a minha e a do celular) e tive que voltar pra “casa” sozinho, sem a muleta do GPS. E cheguei. Se tem um orgulho nessa vida é de ter conseguido fazer isso…
Mas queria antes de encerrar esse primeiro capítulo do meu diário, dar as minhas primeiras impressões sobre o evento. A feira começa pra valer só amanhã, mas hoje teve um esquenta, com a Quantum. Tudo bem organizado, com relativo cumprimento dos horários. O único senão neste sentido ficou por conta do ator Christopher Eccleston, o próprio Doctor da primeira temporada moderna da série Doctor Who. Ele estava escalado para uma das mesas, se atrasou e deu uma pequena bagunçada no coreto, mas por fim, tudo se encaixou. Entre um intervalo e outro um coffee break (nunca vi um coffee break tão literal, já que serviram café com língua como dizem lá na minha terra) e providenciaram também um almoço, servido em uma espécie de potinhos de papel descartáveis. Comi uma salada e um frango que flertava com o oriente (um cuscuz com gosto de curry e sementes de romã). E boas discussões e boas ideias me surgiram: a programação da Casa PublishNews na Flip que me aguarde…
Agora, 21h, para aqueles que dizem que levo a vida na flauta e que viajo para a farra literária, estou em “casa”, de banho tomado e começando a fazer as minhas contribuições para a edição do PublishNews dessa terça-feira (hoje pra vocês e amanhã pra mim).
A propósito, falando sobre amanhã, sinto aquele friozinho na barriga de pensar que estou finalista do Excellence Awards. O prêmio é dado pela própria feira e pela UK Publishers Association e contempla 18 categorias. Concorro entre os melhores jornalistas na cobertura do mercado editorial. Os vencedores serão conhecidos logo mais, às 19h (horário daqui). Não consigo avaliar as chances que tenho e nem mesmo pensar quem dos meus brilhantes concorrentes merecem mais do que eu esse troféu, mas o fato é que me sinto já um vencedor, estou feliz, orgulhoso e, às vezes, preciso me beliscar pra saber que é verdade que estou aqui pra isso.
Junto comigo, outros dois brasileiros concorrem: a Biblioteca Villa-Lobos, de São Paulo, como melhor biblioteca, e a Ed5, como melhor consórcio de livros acessíveis. De tudo isso, torço pra que pelo menos um de nós embarque de volta com esse troféu na mão! Amanhã conto mais.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
