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Em uma nova terra

12 de setembro de 2018
1 min de leitura

Em ‘Coração azedo’, Jenny Zhang constrói um retrato franco e subversivo da experiência de imigrantes asiáticas nos EUA

Nesta coleção de contos, Jenny Zhang constrói um retrato franco e subversivo da experiência de imigrantes asiáticas nos EUA. Centradas em uma comunidade de imigrantes que trocaram a vida ameaçada na China e em Taiwan pelos percalços da Nova York dos anos 1990, as histórias que compõem Coração azedo (Companhia das Letras, 336 pp, R$ 64,90 – Trad.: Ana Guadalupe) examinam questões de família, sexualidade, identidade e gênero a partir do ponto de vista de narradoras marcadas por seu passado, que lutam para se definir e descobrir quem são. Seja a jovem tentando entender o papel de sua avó na Revolução Cultural, a filha lutando para estabelecer o limite entre ela e sua família, ou a garota que se dá conta do poder de seu corpo, Jenny Zhang constrói um retrato de uma realidade brutal, na qual ser imigrante — e mulher — tem um custo alto a ser pago. Selecionado por Lena Dunham como o primeiro livro de sua coleção editorial, Coração azedo é uma expressão sombria sobre o que significa pertencer a uma família, encontrar sua casa, deixá-la, rejeitá-la e enfim retornar a ela.

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Talita Facchini

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