O cupido artificial
Na obra, o programa de computador Aiden tentará de tudo para resolver a vida amorosa de Jen
Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Acontece que as coisas não são tão simples quanto parecem. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo. Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, ele sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden. Em Felicidade para humanos (Record, 392 pp, R$ 44,90 – Trad.: Ronaldo Sergio de Biasi), de P. Z. Reizin, Aiden tentará descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes.
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