O metrô virou biblioteca
Conheça o projeto que leva livros a terminais de ônibus e vagões do metrô
O desenvolvedor de software Fernando Tremonti sempre foi apaixonado por livros. Nada mais natural que ele transformasse o metrô num ambiente de leitura: no trajeto de ida e volta entre as estações Barra Funda e Vergueiro, que costumava percorrer diariamente, ele sempre podia ser visto entretido com as páginas de alguma obra. Ao notar a quantidade de passageiros que passavam seu tempo de viagem no celular ou simplesmente olhando para o vazio em vez de aproveitar o tempo para ler, ele decidiu fazer um esforço para transformar o metrô numa plataforma que ajudasse mais gente a descobrir os livros. “Sempre gostei de presentear pessoas com livros, novos ou já lidos por mim. Penso que um livro é algo muito bom para ficar parado e gostaria que todos pudessem ter acesso à leitura”, diz Fernando. “Eu já tinha o hábito de deixar livros por onde passava. Se terminava um livro num restaurante, por exemplo, ele ficava por ali. Então decidi criar um projeto e centralizar esse movimento no ambiente que eu mais frequentava.” O projeto, que completa três anos este mês, foi batizado de Leitura No Vagão. Tudo começou com um esforço individual: “Peguei os livros que eu tinha em casa, e eram muitos, e personalizei. Coloquei uma etiqueta na capa do livro, imprimi um folder para ser colado dentro, carimbei algumas páginas e comecei deixando os livros por onde passava”, afirma Fernando. “Também criou um Twitter e um Facebook para o projeto e comecei a divulgar os livros deixados.” Com o tempo, o projeto começou a repercutir nas redes sociais e Fernando passou a receber doações de outros leitores e também de editoras interessadas em ajudar o projeto.
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