Bento XVI e os segredos do Vaticano
Em ‘O último testamento’, publicado pela Planeta, Joseph Ratzinger quebra seu silêncio sobre questões polêmicas como o caso Vatileaks
Bento XVI fez história ao ser o primeiro papa em mais de 700 anos a renunciar ao cargo. A Igreja Católica em todo o mundo ficou chocada. Desgastado pela corrupção na Igreja e por uma série interminável de escândalos sexuais clericais, ele decidiu que a resolução de todos esses problemas estava fora de seu poder para um homem de sua idade. Em Bento XVI – O último testamento (Planeta, 288 pp, R$ 36,90), o líder religioso se revela por meio de uma entrevista concedida ao jornalista Peter Seewald, e permite que o leitor compreenda melhor o homem Joseph Ratzinger. Nas entrevistas que deram origem ao livro, ele quebra seu silêncio sobre questões como o caso “Vatileaks” – em que seu mordomo vazou algumas de suas cartas pessoais que tratavam de corrupção e escândalo no Vaticano –, a presença de um “lobby gay” no Vaticano e como ele o desmantelou, sua suposta educação nazista, suas tentativas de limpar a “sujeira na igreja” (no caso, o abuso sexual clerical), e várias outras. Em um nível mais pessoal, ele escreve com grande admiração sobre seu sucessor, o Papa Francisco, que ele admite ter um toque popular, uma qualidade que lhe faltava.
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