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Prefeitura do Rio extingue três bibliotecas públicas da rede municipal

10 de abril de 2017
2 min de leitura

O mesmo decreto também excluiu da estrutura da SMC a Subgerencia de Livro e Leitura

A Prefeitura do Rio extinguiu três bibliotecas públicas da
sua rede. A informação foi publicada na edição do dia 5, no Diário Oficial
do Município. De acordo com o D.O., ficam excluídas da estrutura organizacional
da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) as seguintes bibliotecas: Biblioteca
Abgar Renault, localizada no prédio da Prefeitura, na Cidade Nova; Biblioteca
Fernando Sabino, situada na Lona Cultural Municipal Herbert Vianna, no Complexo
da Maré, Zona Norte da cidade, e Biblioteca Jorge Amado, que fica dentro da
Lona Cultural Municipal Sandra de Sá, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Conforme
informações levantadas pela Biblioo, a secretária municipal de Cultura,
Nilcemar Nogueira, teria determinado o fechamento das bibliotecas localizadas
em comunidades populares sob a justificativa de preservar a integridade física
dos profissionais que atuam nestes espaços, posto se tratar de locais com
elevado índice de violência. De acordo com informação
disponível no site da SMC
, faziam parte da rede de bibliotecas públicas do
município do Rio, chamadas bibliotecas populares municipais, 12 unidades. Com a
extinção das três bibliotecas anunciada hoje, esse número cai para nove num
cenário já bastante defasado. Agora o município do Rio tem uma biblioteca para
cada 722 mil habitantes, quando a média nacional é de uma biblioteca para cada
33 mil habitantes, conforme os números do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas (SNPB). A Biblioo entrou em contato com a SMC que
informou não ter havido fechamento de nenhum espaços, mas apenas uma
“reestruturação administrativa”. “Elas continuam existindo e não são Unidades
Administrativas (U.A), pertencem a outros equipamentos culturais”, diz o
informe sem explicar o que isso significa. Sobre a especulação de que as
bibliotecas teriam sido fechadas em função da violência nas comunidades em que
estão inseridas, a SMC disse que a informação não procede, pois a política
da Secretaria seria a de utilizar seus equipamentos como “meio de ajudar a
distensionar essas localidades”.

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Talita Facchini

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