Prefeitura do Rio extingue três bibliotecas públicas da rede municipal
O mesmo decreto também excluiu da estrutura da SMC a Subgerencia de Livro e Leitura
A Prefeitura do Rio extinguiu três bibliotecas públicas da
sua rede. A informação foi publicada na edição do dia 5, no Diário Oficial
do Município. De acordo com o D.O., ficam excluídas da estrutura organizacional
da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) as seguintes bibliotecas: Biblioteca
Abgar Renault, localizada no prédio da Prefeitura, na Cidade Nova; Biblioteca
Fernando Sabino, situada na Lona Cultural Municipal Herbert Vianna, no Complexo
da Maré, Zona Norte da cidade, e Biblioteca Jorge Amado, que fica dentro da
Lona Cultural Municipal Sandra de Sá, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Conforme
informações levantadas pela Biblioo, a secretária municipal de Cultura,
Nilcemar Nogueira, teria determinado o fechamento das bibliotecas localizadas
em comunidades populares sob a justificativa de preservar a integridade física
dos profissionais que atuam nestes espaços, posto se tratar de locais com
elevado índice de violência. De acordo com informação
disponível no site da SMC, faziam parte da rede de bibliotecas públicas do
município do Rio, chamadas bibliotecas populares municipais, 12 unidades. Com a
extinção das três bibliotecas anunciada hoje, esse número cai para nove num
cenário já bastante defasado. Agora o município do Rio tem uma biblioteca para
cada 722 mil habitantes, quando a média nacional é de uma biblioteca para cada
33 mil habitantes, conforme os números do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas (SNPB). A Biblioo entrou em contato com a SMC que
informou não ter havido fechamento de nenhum espaços, mas apenas uma
“reestruturação administrativa”. “Elas continuam existindo e não são Unidades
Administrativas (U.A), pertencem a outros equipamentos culturais”, diz o
informe sem explicar o que isso significa. Sobre a especulação de que as
bibliotecas teriam sido fechadas em função da violência nas comunidades em que
estão inseridas, a SMC disse que a informação não procede, pois a política
da Secretaria seria a de utilizar seus equipamentos como “meio de ajudar a
distensionar essas localidades”.
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