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Editoras independentes sobrevivem à crise no mercado editorial

13 de março de 2017
2 min de leitura

Lacunas deixadas por grandes livrarias vêm sendo supridas por feiras e eventos organizados pelos próprios editores

Nem São 9h de sexta-feira e João Varella está com o tempo apertado. O gaúcho de 32 anos toma seu café da manhã, acompanhado do fiel exemplar (em papel) do Estadão, e depois desta entrevista ainda tem de dividir com a esposa-sócia, a argentina Cecília Arbolave, a recepção a um editor francês de quadrinhos, a aprovação das várias capas do seu mais recente lançamento, Fachadas, de Rafael Sica, a agenda da banca que terá na Feira Plana. No fim da tarde se reúne com o quadrinista Rafael Coutinho e o músico Lucas Santtana para o projeto Modo Avião; à noite, finaliza o expediente com uma aula na Escola Miolo(s). Apenas um dia como outros na vida de um editor independente – muito diferente da vida estável de um editor tradicional ou de um livreiro, um editor independente tem de se preocupar com todas as pontas do negócio, além, claro, de ser um apaixonado por livros. João Varella está nessa vida há 4 anos, depois de abandonar o jornalismo. “A Lote 42 cresce dois dígitos por ano”, afirma. A editora já publicou 27 títulos, cada um com uma página no site da editora, responsável por alavancar as vendas – o restante vai para livrarias de nicho como a Blooks. Sem falar, é claro, da Banca Tatuí, uma banca de jornal reformada para virar banca de livros – ali há cerca de produtos gráficos de 150 outros minieditores – e inusitado palco para shows que se transformou em um dos epicentros da nova cena cultural de Vila Buarque, Santa Cecília, Barra Funda, Higienópolis e arredores. Clique aqui para conferir a matéria completa.

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Talita Facchini

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