Nova antologia reúne 41 jovens poetas sob o olhar pessoal de Adriana Calcanhotto
Livro tem poemas de escritores que quase sempre optam por textos intimistas
Antologias lançadas com barulho por grandes editoras muitas
vezes se tornam motivo de discussão nos bares e rodas literárias no Brasil, e
com É agora como nunca: Antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira
(144 pp, R$34,90), que a Companhia das Letras lança nesta semana, não é
diferente. O livro foi organizado por Adriana Calcanhotto. A antologia reúne 41
poetas nascidos depois de 1970, dos quais 23 homens e 18 mulheres – alguns
poucos poemas são inéditos, mas a maioria já foi publicada em editoras de
tamanhos variados. A antologista diz que a reunião é “incompleta e totalmente
pessoal, intransferível, autoral, ou o contrário”, e a própria palavra
“incompleta” do título parece pretender criar uma proteção e uma vontade de não
polemizar. Mas falando de uma antologia como essa em um momento em que
intelectuais e políticos estão em pé de guerra, é inevitável. Um dos nomes mais
conhecidos da seleção, Fabiano Calixto (1973) aponta que a boa poesia
contemporânea – para ele, “na cena”, fora das grandes editoras – está sim dando
conta do contemporâneo, “no que é possível dentro dessa clara impossibilidade”.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
