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Autor gaúcho usa concerto de Dvorák como chave de romance

13 de fevereiro de 2017
1 min de leitura

‘O inverno e depois’ é o trabalho mais recente de Luiz Antonio de Assis Brasil

O inverno e depois (L&PM, 352 pp, R$ 39,90), de Luiz Antonio de Assis Brasil, tem como matéria moldável o tempo. Aquele que se prolonga e se encurta, de modo a pressionar o presente ao encontro do passado e configurar um atalho pelo qual se possa cumprir uma promessa, fazer uma reparação, reencontrar um sentimento. No último romance do escritor gaúcho, o futuro é uma passagem cujo alcance depende da execução de um código particular. Neste caso, o concerto para violoncelo do compositor tcheco Antonin Dvorák (1841-1904). A Julius, o protagonista, cabe a manipulação do instrumento e do tempo. No ponto de partida da trama, ele está no aeroporto de Porto Alegre, prestes a regressar à estância situada na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, onde viveu a infância e não pisa há 40 anos. A proposta da viagem é encontrar um retiro para se concentrar nos estudos do concerto de Dvorák, cujo primeiro movimento pretende tocar com a Orquestra Municipal de São Paulo. Apesar de questionado sobre a lonjura e o inverno rigoroso, o músico defende a decisão como o cumprimento de um pacto, um trato que segue em aberto desde sua juventude.

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Talita Facchini

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