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Herberto Helder e a poesia fundada por toda vida

23 de janeiro de 2017
1 min de leitura

'Poemas completos' traz todos os versos do autor português, morto em 2015

Finalmente o Brasil tem os Poemas completos do poeta português Herberto Helder (1930-2015). É o seu “poema contínuo”, lavrado de 1953 a 2013, o que significaria dizer, a partir de um verso do próprio poeta: “a vida inteira para fundar um poema”. Apesar de sua trajetória internacional, Helder é menos conhecido do que os leitores brasileiros mereceriam. Suas edições por aqui têm sido esparsas e recentes. Publicado apenas em 2000, pela Iluminuras, em coletânea, só teve mais uma edição, a da Girafa, de Ou o poema contínuo (2006), cujos poemas mais recentes eram de 1994. Passados mais dez anos, morto o poeta, a portuguesa Tinta da China, já operando no Brasil, apresenta uma edição nacional de sua lírica, reunindo a obra publicada em vida por Helder. Os Poemas completos têm edição luxuosa e trazem, na contracapa, dois parágrafos de um ensaio do poeta Claudio Willer, publicado na revista eletrônica Agulha, em 2001. No fragmento, ele situa Helder na tradição dos poetas visionários, compara-o ao jovem Rimbaud, para finalmente destacar a permanência do ímpeto apaixonado de Helder ao longo de toda sua produção poética.

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Talita Facchini

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