História do seminário de Mariana é recontada
O jornalista J.D. Vital pesquisou a razão do seu fechamento há 50 anos no livro 'A Revoada dos Anjos de Minas'
A história
nebulosa e mal contada do fechamento, em setembro de 1966, do Seminário Maior
São José de Mariana é o tema do livro-reportagem A revoada dos Anjos de
Minas (ou A diáspora de Mariana), do jornalista J. D. Vital, que pesquisou
fontes seguras para contar o que ia se perdendo na memória das novas gerações.
Do psicanalista João Batista Lembi Ferreira, protagonista do episódio que
traumatizou a Igreja Católica no Brasil, a ex-alunos banidos, de uma hora para
outra, dos cursos de Filosofia e Teologia, o autor registrou dezenas de relatos
para costurar, com imparcialidade profissional, versões capazes de explicar,
exatos 50 anos depois, a devastação provocada pelos desafios do Concílio
Ecumênico Vaticano II, encerrado em dezembro de 1965. “Colhi depoimentos
de padres, seminaristas, testemunhas oculares do episódio que escandalizou
Minas”, informa Vital, autor de outra obra referência na literatura
eclesiástica, Como se faz um bispo
(Editora Civilização Brasileira).
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