Favelas do Rio: um laboratório urbanístico
Livro publicado pela Revan aborda reflexões importantes acerca das remoções das favelas no Rio de Janeiro
No período de 2007
a 2016, o Rio de Janeiro virou um grande laboratório urbanístico. Iniciando a
jornada com os Jogos Pan-americanos, passando pela Copa do Mundo e encerrando
com as Olimpíadas, a cidade transformou-se nada sensivelmente em um canteiro de
obras, refletindo uma grande aliança entre o poder público e as empresas
privadas. Eduardo Paes entrou no papel do prefeito que toca obras e fez
inúmeras intervenções para adequá-la ao novo status de cidade internacional,
sede de grandes eventos mundiais. Pegando carona nessa desculpa, Paes encarou o “problema das favelas” como algo a ser resolvido, algumas sendo ocupadas por
poder policial e “integrando-se” à cidade, outras sendo removidas, com suas
famílias, suas histórias e sua cultura sendo despejadas de seu habitat natural.
É esse aspecto que o livro
A resistência
à remoção das favelas no Rio de Janeiro
(Revan, 344 pp, R$ 58) aborda. Organizado por Alexandre F. Mendes e Giuseppe Cocco, a obra faz reflexões importantes acerca das remoções das favelas da cidade do Rio
de Janeiro.
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