Na Cultura, o Resgate da Esperança
Em seu blog, n´O Globo, Afonso Borges ressalta a importância da Lei Rouanet na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa
O Brasil que dá certo despontou. O Brasil que afasta a palavra beligerância do vocabulário. Que faz os contrários se unirem, à revelia da cor das camisas. O Brasil que contamina, enche de orgulho, nos faz sublimar o real. Que reinventa as regras, de forma ordenada, inteligente. O Brasil que reage aos acontecimentos trazendo soluções. Esta é a revelação por trás da notícia da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, iniciativa do Governo de São Paulo, Grupo Itaú, Grupo Globo, e EDP – Energia de Portugal, capitaneada pela Fundação Roberto Marinho. Menos de um ano depois do incêndio, o anúncio da reconstrução vem provar que, sim, o Brasil é viável. Que pessoas quando decidem se unir em propósitos, podem simplificar, resolver, atuar e gerar resultados. Por trás do esforço gigantesco de um conjunto de profissionais de todas as áreas, surge o projeto de um novo Museu, adaptado às novas tecnologias, às novas ideias, ao novo mundo. Um projeto que traz à luz a importância da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. A tal Lei Rouanet, tão exposta de forma equivocada, hoje. Foi com ela, e através dela, que todo o projeto foi elaborado. A reconstrução de um Museu é uma boa notícia, sim. Mas a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, da forma que foi articulada, com as pessoas envolvidas, não é só uma boa notícia – vai além. Nos traz, enfim, esperança. Esperança de que, se fizemos este, poderemos, daqui para frente, fazer mais.
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