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Livro reúne duas décadas de produção de Mauro Restiffe

19 de dezembro de 2016
2 min de leitura

Imagens da Rússia e de outros países integram o volume, que mostra como a linguagem do fotógrafo foi marcada pelo cinema

Mauro Restiffe é um caso singular na fotografia
contemporânea brasileira. Estudou cinema na Faap, mas nunca assinou as imagens
de um filme. Por outro lado, produz fotos que parecem fotogramas de uma
produção cinematográfica. Restiffe adora cinema, em especial Béla Tarr, o
diretor de O Cavalo de Turim. Infelizmente, essa parceria não vai se firmar.
Tarr anunciou sua aposentadoria há cinco anos. Restiffe, nascido em São José do
Rio Pardo há 46 anos, estudou artes e fotografia em Nova York. Expôs pela
primeira vez há 22 anos, no Mês Internacional da Fotografia, e, desde então,
tem recebido elogios de críticos estrangeiros como Dan Cameron, um dos
primeiros a notar o procedimento “cinematográfico” do autor e sua preferência
pelo preto e branco como forma de “buscar uma imagem em sua essência”. Pois seu
primeiro livro, simplesmente chamado
Mauro
Restiffe
(Cobogó, 272 pp, R$ 140), é todo em preto e branco. Dedicado a Charles
Cosac, seu coordenador editorial, trata-se de uma obra que o fotógrafo define
como “a compilação de uma prática, de 1994 a 2016”. Nela, ele “embaralha” tudo
para criar uma narrativa autônoma, independente de um discurso literário ou
crítico. Tanto que o livro não traz textos. Vem apenas com um encarte com o
título e o ano em que foram produzidas as fotos.

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