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Crise derrota até Harry Potter e venda de livros cai no Brasil

19 de dezembro de 2016
2 min de leitura

Nem fenômenos de vendas como Jojo Moyes, padre Marcelo Rossi e J. K. Rowling conseguiram salvar o mercado editorial neste ano

Nem Jojo Moyes, nem padre Marcelo Rossi, tampouco o novo
Harry Potter. Duramente afetado pela crise econômica brasileira, o mercado
editorial não teve um fenômeno de vendas em 2016, como acontecera em 2015 com
os livros de colorir, e termina o ano sem um final feliz. De janeiro a
novembro, a queda no volume de livros vendidos foi de 13,21%, e no faturamento,
de 4,78%. A comparação da lista dos best-sellers de 2016 e 2015 do PublishNews é
bastante ilustrativa: de
Jardim secreto
(Sextante), o campeão de 2015, foram vendidos 719.626 exemplares no ano, mais
do que a soma dos dois primeiros lugares de 2016,
Como eu era antes de você (Intrínseca) e Ruah (Principium), do padre Marcelo Rossi. A diferença no
desempenho do religioso, autor cujos números superam 12 milhões, também é
significativa: esse ano, foram 225.229 livros com Ruah; em 2015, 446.653 com
Philia, que ficara em terceiro lugar no ranking. “O mercado editorial não é
algo separado do resto da economia. Mas eu não esperava uma queda tão
expressiva no número de exemplares, é isso o que mais chama a atenção. É algo
que vem de 2015, só que os livros de colorir compensaram. É uma falácia essa
crença de que os livros são um lugar de escape em momentos de crise”, comentou
Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de
Livros (SNEL).

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