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Laurent Binet transforma em romance a morte do autor de ‘Fragmentos de um Discurso Amoroso

12 de dezembro de 2016
2 min de leitura

Em 'Quem Matou Roland Barthes', o jovem escritor francês, premiado com o Goncourt, investiga o que poderia ter acontecido após o encontro do intelectual com Mitterand

Laurent Binet é um escritor ambicioso. Aos 44 anos, o vencedor do prêmio Goncourt por HHhH, seu primeiro livro, sobre o assassinato de um chefe nazista da Gestapo, lança no Brasil um romance detetivesco que reinterpreta a morte do sociólogo, filósofo, semiólogo e autor francês Roland Barthes (1915-1980), Quem Matou Roland Barthes? (Companhia das Letras) (no original, La Septième Fonction du Langage / A Sétima Função da Linguagem). Barthes, autor do best-seller Fragmentos de um discurso amoroso, foi uma estrela maior da filosofia francesa que, na tarde de 25 de fevereiro de 1980, foi atropelado por uma caminhonete de lavanderia, nos arredores do Collège de France, onde dava aulas. Ele morreria um mês depois, num leito do hospital Pitié-Salpêtrière, em decorrência de complicações pulmonares – além do acidente, ele trazia sequelas da tuberculose na adolescência. No ano passado, em que foi comemorado o centenário de nascimento do filósofo, Binet resolveu prestar um tributo a Barthes. Uma bela homenagem, em que relaciona o poder encantatório da linguagem – a tal sétima função do título – ao escritor, especulando qual poderia ter sido o motivo de alguém planejar seu assassinato – na vida real, o atropelamento foi considerado um acidente mesmo. E se não fosse um acidente, pergunta Binet, que decidiu seguir os passos de Umberto Eco ao misturar realidade e ficção em O nome da rosa. Sobre esse e outros temas, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao O Globo, reafirmando sua admiração não só por Barthes “como por Derrida e companhia”.

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Talita Facchini

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