Francisco Brennand publica seus diários que cobrem 50 anos de atividade
Caixa inédita reúne reflexões sobre pintura, cerâmica, filosofia e cinema de um dos nomes mais importantes das artes visuais brasileiras
Uma famosa anedota circulava entre escritores americanos e dizia que a maioria dos autores respira, depois escreve. John Updike, porém, inspirava oxigênio e expirava, ao que parece, um exemplar já pronto. Idênticas surpresa e satisfação vão marcar os leitores brasileiros a partir do dia 3 de dezembro, quando será lançada Diário de Francisco Brennand (Inquietud), luxuosa caixa com quatro volumes, que somam cerca de 2 mil páginas e que contêm não apenas o relato de vida de um dos mais importantes nomes das artes visuais brasileiras, como reflexões sobre pintura, cerâmica, filosofia, cinema e também muito amor. “Vamos, finalmente, concretizar o desejo de Francisco”, comenta, com um largo sorriso, Marianna Brennand Fortes, a sobrinha-neta do artista que, desde que decidiu realizar um filme sobre o tio-avô, em 2009, foi a primeira a ter o privilégio de ler todos os diários. Os diários… Ceramista, pintor, escultor, ilustrador, tapeceiro, gravador, Brennand consolidou-se como um artista plástico perfeito – ao mesmo tempo, local e universal. “Como ele, ao mesmo tempo, absorve naturalmente tudo aquilo que o rodeia, o resultado é que sua obra é a mais universal e a mais fiel à terra de quantas já saíram do Nordeste”, escreveu um de seus grandes amigos, Ariano Suassuna. Suas exposições ultrapassaram fronteiras, chegando à Alemanha e aos Estados Unidos, encantando pela forma com que reinventa a natureza próxima segundo uma flora e uma fauna fantásticas, além de promover a fusão do amor e da morte.
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