Amyr Klink aborda fracassos em ‘Não há tempo a perder’
Navegador narra projetos audaciosos e seu modo de planejar as viagens
O navegador Amyr Klink não
gosta de histórias de sucesso. O homem que atravessou o Atlântico Sul num barco
a remo, encarou o inverno antártico e fez a circunavegação polar pelo caminho
mais difícil — as duas primeiras missões, sozinho — prefere aquelas que
terminaram em fracassos retumbantes. Para ele, aprender com o sucesso é óbvio,
mas as lições dos fracassos são muito mais enriquecedoras. No livro Não há tempo a perder (Foz / Tordesilhas),
em depoimento à editora Isa Pessoa, Klink revê sua trajetória e revela
fracassos e frustrações de seus audaciosos projetos, que deram origem às obras Cem dias entre céu e mar, Paratii e Mar sem fim (todas da Companhia das Letras). Das páginas de Não há tempo a perder emerge um
navegador meticuloso, atento a todos os detalhes, obsessivo no planejamento de
suas travessias, do rascunho da embarcação na prancheta até o dia de entrar na
água. Ao mesmo tempo, suas histórias são atravessadas por obstáculos
imprevistos, alguns decisivos para o destino dos empreendimentos.
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