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A nova fase dos clubes de livros

31 de outubro de 2016
2 min de leitura

Clubes de livros driblam a crise e conquistam novos assinantes

Uma bela embalagem, recomendações de especialistas, pequenos presentes e a sensação de pertencer a um grupo seleto. Juntando esses ingredientes e desafiando a crise econômica, os clubes de livros estão conquistando assinantes que optam pela comodidade de receber em casa títulos a bons preços e, por vezes, em edições exclusivas. Um dos mais bem-sucedidos, TAG – Experiências Literárias, foi criado há menos de dois anos e tem projeção de triplicar seus atuais 10 mil assinantes até 2018. Um número ainda bem distante dos 800 mil filiados ao tradicional Círculo do Livro, referência no setor. O mais antigo clube de livros do Brasil é a Biblioteca do Exército, fundada em 1881, cujo sistema de assinaturas começou por volta dos anos 30, oferecendo um vasto catálogo de títulos sobre assuntos militares e história. Os livros de temática religiosa, segmento de maior venda no país, também têm distribuição para grupos criados por instituições não lucrativas, como o Clube do Livro Espírita de Divinópolis (MG), que há 14 anos congrega 700 assinantes – “boa parte deles, católicos”, segundo a coordenadora Alessandra Gontijo. Já o Círculo do Livro, fruto da associação das editoras Abril e Bertelsmann – um dos mais fortes grupos editoriais alemães -, alcançou seu auge em 1982, quando vendeu 5 milhões de volumes. Chegou a contar com 2,6 mil vendedores independentes, que recolhiam os pedidos dos assinantes, escolhidos numa revista trimestral, distribuindo livros em 2.850 municípios brasileiros. Algumas editoras, depois de investirem na criação de grupos de leitura, começam a montar seus clubes de assinatura, como a Companhia das Letras, que criou o Expresso Letrinhas, para distribuição mensal de dois livros infantis a R$ 54,90.

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Talita Facchini

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