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Devaneios de Júpiter Maçã são externados em livro

24 de outubro de 2016
1 min de leitura

Artista gaúcho, morto em 2015, deixou publicação com seus depoimentos

Num amanhecer em julho de 2014, Júpiter Maçã, estirado no
sofá, observava uma moça dançando só de calcinha, se esgueirando entre cortinas
e escombros de uma balada paulistana. “Eu quero que a minha biografia comece
com este momento, esta cena”, disse ele a seu biógrafo, que estava sentado ao
lado. O livro sobre a vida, os excessos e os delírios do cantor, compositor e
cineasta começa de um jeito diferente, porém mantém o lirismo e a pegada rocker
daquele momento. A Odisseia – memórias e
devaneios de Júpiter Apple
(Azougue Editorial), em coautoria com o
jornalista, escritor e músico Juli Manzi, tem início justamente no nascimento
de Flávio Basso, em 1968, em Porto Alegre, e termina na morte de Júpiter Maçã
Apple, em dezembro do ano passado. Apesar de tão óbvio, o início está longe de
ser convencional. Logo de cara, o leitor é apresentado aos delírios ficcionais
do narrador-depoente, que relata ter recebido a visita dos Rolling Stones ainda
na maternidade. “É um livro de memórias ficcionais, digamos assim. Abrange toda
a vida dele e todas as fases da obra, da psicodelia ao final beatnik”, afirma
Manzi.

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Talita Facchini

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