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O berço do petrolão

26 de setembro de 2016
2 min de leitura

Jornalista lança livro sobre a Lava-Jato pelo ponto de vista da Petrobras

Em 2014, a Petrobras começou a frequentar o noticiário por motivos diferentes dos quais estava acostumada. Naquele ano, a petroleira bateu o primeiro recorde de produção do pré-sal, mas ele pouco apareceu após a prisão de um de seus diretores pela Operação Lava-Jato. Foi nesse cenário que a jornalista Roberta Paduan, de 43 anos, foi convidada para escrever Petrobras – Uma história de orgulho e vergonha (Objetiva, 392 pp, R$ 54,90), lançado na semana passada. Para elaborá-la, Roberta mergulhou em jornais e revistas desde a década de 50. Debruçou-se sobre planos estratégicos e de negócios, relatórios de analistas, atas de reuniões, delações premiadas, sentenças da Justiça, e-mails, inquéritos e livros. Também entrevistou quase cem funcionários e ex-funcionários da petroleira, alguns mais de dez vezes. Muitos na condição de anonimato. Como resultado, o livro mostra, pela primeira vez, a Lava-Jato do ponto de vista de sua principal vítima: a Petrobras, maior empresa brasileira, que em 2008 chegou a valer US$ 309 bilhões em valor de mercado. O livro narra os motivos que levaram a essa situação, com causas e consequências. Também tenta amarrar o fio da meada da estrutura da corrupção com as descobertas feitas pela Lava-Jato até agosto. A informação é de Cristiane Barbieri.

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Talita Facchini

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