Literatura que nasce a partir de uma coleção de acasos
Em ‘Diário das coincidências’, João Anzanello Carrascoza reúne histórias pessoais e de leitores
Durante alguns anos, o escritor João Anzanello Carrascoza
teve um caderno em que gostava de anotar as coincidências que tinham acontecido
em sua vida. Certo dia, resolveu reescrever uma delas. No dia seguinte, outra.
Ao fim de três semanas, tinha um rascunho de todas aquelas memórias narradas.
Assim nasceu a ideia para o Diário das
coincidências (Alfaguara, 112, R$ 34,90) seu novo romance, certamente seu
livro mais pessoal, que chega esta semana às livrarias (é também o primeiro na
nova casa: depois do fim da Cosac Naify, que cuidava da sua obra, Anzanello
migrou para a Alfaguara). “É um livro que estava pronto desde 2012, mas estava
parado. Mostrei algumas ideias de novos livros na Alfaguara, e o editor sugeriu
criar um site onde leitores diversos pudessem contar suas histórias pessoais de
coincidências também. Assim, poderíamos incorporar algumas ao romance, que eu
achava que estava pronto, mas na verdade ainda não estava. Surgiram 70
histórias muito interessantes, e acabei aproveitando cinco delas. Coincidentemente,
vim a descobrir depois, eram de pessoas que tiveram alguma relação com meu
trabalho em dado momento da vida”, conta o escritor, lembrando algumas das
coincidências que cercaram o livro.
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