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Escolas paulistanas inovam para formar leitores

12 de setembro de 2016
2 min de leitura

Propostas incluem de 'book truck' com bibliotecário voluntário até caça ao tesouro; encontros com autores também estimulam alunos

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostrou que,
conforme vão crescendo, as crianças deixam de indicar o “gosto” como motivação
para a leitura. Nas faixas etárias de 5 a 10 anos e de 11 a 13, o “gosto” é
apontado como maior motivação por 40% e 42%, respectivamente, dos
entrevistados. Já nas faixas de 14 a 17 e de 18 a 24 anos, essa justificativa
cai para 29% e 21%, respectivamente. Para evitar o distanciamento com o mundo
da leitura, o Colégio Santa Maria, na zona Sul da capital, montou neste ano um
book truck para que os alunos do ensino fundamental 2 (do 6.º ao 9.º ano)
tenham as obras sempre próximas. Os próprios estudantes passaram por
treinamento, são bibliotecários voluntários do caminhão e têm como
responsabilidade organizar os livros e indicá-los para colegas. Para incentivar
os alunos a lerem livros e gêneros diferentes dos quais estão acostumados, o
Colégio Marista, também na zona Sul, fez em julho uma experiência com os
alunos. Antes de saírem de férias, os do fundamental 2 e do ensino médio foram
convidados a levar um livro da biblioteca, mas não puderam escolher o título
que levariam. As obras foram embrulhadas em papel pardo e pistas foram
espalhadas pela sala. Pela primeira pista que escolheram, os alunos chegavam ao
título, sem saber qual era. No Colégio Humboldt, também na zona Sul, autores de
livros são convidados a conversar com os alunos sobre os livros que leram.
Segundo a professora de português Daniella Buttler, essa é uma forma de fazer
com que os jovens fiquem mais motivados para a leitura.

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