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O ‘tango alegre’ e inédito de Borges vira livro

05 de setembro de 2016
1 min de leitura

Depois de 14 anos de idas e vindas, finalmente se publicam as conferências feitas pelo escritor em Buenos Aires em 1965 sobre as origens do célebre ritmo argentino

O tango não é triste, tampouco popular nem suburbano. Ou, pelo menos, não nasceu assim. “O tango surgiu da milonga, e era, no início, vigoroso e feliz. Aos poucos ele foi se enlanguescendo e se entristecendo”. Quem diz isso é uma pessoa que tem a autoridade de ter nascido quase ao mesmo tempo que o tango: Jorge Luis Borges. Por mais improvável que possa parecer, o escritor argentino, nascido há 117 anos e morto há 30, ainda tem obras inéditas. Acaba de sair na Espanha El tango, quatro conferencias [O tango: quatro conferências], em que Borges traça o percurso da história de um ritmo que o mundo inteiro identifica com o seu país. A gênese dessa obra daria um conto, gênero em que o autor era especialista: Borges proferiu algumas conferências sobre o tango em 1965, em Buenos Aires, as quais constituem quase que um tratado misturando erudição, sabedoria popular e humor, para falar não só sobre essa música, mas também, acima de tudo, sobre a sua cidade, sobre a Argentina, sobre a vida daqueles guapos [machões], valentões, que protagonizam as letras dos tangos. A matéria completa, escrita por Carlos E. Cué, do El País pode ser lida clicando aqui.

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Talita Facchini

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