Novo ensaio revê Artaud em traços, gestos e movimentos
Livro de Ana Kiffer analisa importância do ‘pensamento do corpo’ para o autor
Sofrendo com internações constantes em asilos psiquiátricos no seu último período de vida, o poeta, dramaturgo e escritor Antonin Artaud (1896-1948) tinha em mãos apenas precários cadernos escolares, nos quais rabiscava superando as dores dos agressivos tratamentos da época. Ao colocar esse exercício físico, psíquico e estético do traçar no cerne da derradeira fase de criação do autor francês, a pesquisadora e Professora do Departamento de Letras da PUC-RJ, Ana Kiffer, apresenta uma tese original. Em seu recém-lançado ensaio Antonin Artaud (EdUERJ), ela analisa a “plástica-poética do traço” do gênio maldito, que, ao aliar a escrita, o desenho e a rítmica poética intensificou a experiência de um singular “pensamento do corpo”, subvertendo os pilares dos modelos de reflexão europeus. A entrevista na íntegra você na coluna de Bolívar Torres.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
