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Neil Gaiman fala sobre ‘Alerta de Risco’, o fazer literário e o poder da literatura

05 de setembro de 2016
2 min de leitura

Em entrevista ao 'Estadão', autor conta que escreve e lê para ir para lugares desconhecidos

“Há coisas nesse livro, assim como na vida, que podem perturbá-lo. Temos morte e dor aqui, lágrimas e desconforto, violência de todos os tipos, crueldade e até abuso.” Quem avisa é o escritor inglês Neil Gaiman na introdução de Alerta de Risco – Contos e Perturbações (Intrínseca, 304 pp, R$ 44,90; e-book R$ 29,90 – Trad.: Augusto Calil). Mas há também gentileza, de vez em quando, ele continua, e alguns finais felizes. Em entrevista exclusiva para o Estadão, o autor de Sandman, Deuses Americanos e Coraline vai além ao dizer que os contos – há também um poema na obra – são engraçados e doces. “Se você entrar em cada história esperando que eu leve para um lugar sombrio, terá uma experiência peculiar”, adianta. Independentemente do teor das histórias, elas levam o leitor a “lugares estranhos”, e vem daí o título da obra – que remete, também, a uma onda de alertas de risco em obras americanas. Neil Gaiman é um escritor pop e conceituado que transita bem entre literatura (romance, conto, graphic novel e obra infantil), cinema e televisão, que se engaja em campanhas em prol de bibliotecas e refugiados e que arrasta multidões de fãs por onde passa. A entrevista na íntegra você lê no blog da coluna da Babel.

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Talita Facchini

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