Romance de Marcelo Mirisola retrata geração dos anos 90
Em ‘A vida não tem cura’ o personagem principal aprende a encarar a vida adulta
O sétimo romance de Marcelo
Mirisola,
A vida não tem cura
(Editora34, 88 pp, R$ 35) é um retrato dos anos 1990. O livro aborda assuntos
delicados como a violência contra a mulher e relacionamentos com travestis.
A vida não tem cura é narrado pelo é personagem
principal, Luís Guilherme, que depois de uma adolescência idílica e regada a
canções de Renato Russo e All Stars vermelhos, tem que encarar a monstruosa
vida adulta. E não dá outra: o inocente
professorzinho particular de matemática é feito de gato e sapato por sua musa,
a mulher-belzebu Natasha, com quem foi casado e tem uma filha. Gui acaba na sarjeta e se
envolve com o tráfico de meninos travestis e com o submundo das Igrejas
neoevangélicas.
A vida não tem cura
trata de uma geração que acabou empastelada entre o prazer e o fanatismo.
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