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Livro reconstitui horrores da Guerra Civil Espanhola

29 de agosto de 2016
2 min de leitura

Com ar de romance, Amanda Vaill investiga sangrento conflito em 'Hotel Florida'

Quando pesquisava imagens dos horrores da Guerra Civil
Espanhola (1936-1939) clicadas pelo casal de fotógrafos Robert Capa (1913-1954)
e Gerda Taro (1910-1937), no International Center of Photography (ICP), a
escritora, jornalista e documentarista Amanda Vaill tinha inevitavelmente a
mesma reação ao sair do museu e se deparar com o ziguezaguear frenético de
pessoas e carros de Manhattan. Uma sensação de alívio, em tudo compreensível.
Por quatro anos, período de gestação de Hotel
Florida — verdade, amor e morte na Guerra Civil Espanhola (1936-1939)
,
lançado agora no Brasil pela Objetiva, a mulher miúda de gestos largos reviveu
um dos mais brutais conflitos do século XX, responsável pela morte de 500 mil
pessoas. Pois a exaustiva exposição a uma Península Ibérica destruída em preto
e branco e a providencial ajuda de três casais extraordinários — além de Capa e
Taro, os escritores americanos Ernest Hemingway (1899-1961) e Martha Gellhorn
(1908-1998) e os secretários de imprensa do governo republicano Arturo Barea
(1897-1957) e Ilsa Kulcsar (1902-1973) — a levaram a criar um livro tão
envolvente quanto o anterior, “Eram todos tão jovens — uma história de amor da
geração perdida”, indicado ao prêmio do National Books Critics Circle e passado
na Paris do entre-guerras.

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