Novo meio para a mensagem
A britânica Sam Missingham, executiva da Harper Collins, diz que por meio das redes sociais é possível incentivar a leitura
Os youtubers autores não são o único fenômeno quando se trata de mercado editorial e redes sociais. Nova onda em língua inglesa, os festivais literários virtuais têm sido capazes de reunir em um fim de semana quase 100 milhões de pessoas em debates simultâneos e sequenciados entre o Facebook e o Twitter. A sua inventora, Sam Missingham, diz acreditar que, longe de afastar os leitores dos livros, as redes sociais facilitaram discussões “abertas e vibrantes”, o que contribui para incentivar a leitura e, em consequência, a compra de títulos pela internet. Os seus festivais literários virtuais começaram em 2014. Esses grandes eventos on-line envolvem autores, leitores, blogueiros, agentes, pessoas de universidades e livreiros. O aumento da audiência rende faturamento: houve crescimento de até 165% nos números que administra nos últimos quatro anos, tempo em que está na HarperCollins. Essa experiência bem-sucedida será compartilhada em breve com os brasileiros. Sam faz parte do time internacional da sexta edição do Congresso do Livro Digital, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), na quinta-feira, no Auditório Elis Regina, ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi, em São Paulo. Entre os convidados estão executivos de empresas digitais, historiadores do livro e representantes de universidades. O evento antecede a abertura da 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa na próxima sexta-feira e prossegue até o dia 4. Para ler a matéria na íntegra clique aqui.
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