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Romance de Arthur Japin é corajosa prova de amor à liberdade

08 de agosto de 2016
1 min de leitura

Idas e vindas de ‘O homem com asas’ exige concentração e destreza

Eu sugiro ao leitor, ao afortunado e curioso leitor desse belo livro, O homem com asas (Tusquets / Planeta, 288 pp.; R$ 41,90 –Trad. Cristiano Zwiesele do Amaral), uma atenção especial à epígrafe, assinada por Júlio Verne: “a liberdade vale o que pagamos por ela”. Estamos diante de um aleph, um ponto que contém todos os pontos, um enigma que contém todos os enigmas. Sob esse aspecto, o romance histórico do premiado escritor holandês Arthur Japin — uma corajosa e inabalável prova de amor à liberdade e à vida — poderia também ser lido como um romance policial. Há demasiados motivos para isso. A narrativa leva, inevitavelmente, à retirada de alguns véus que pairam sobre os fatos.

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