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Em livro, Eucanaã Ferraz organiza o baú de letras de Adriana Calcanhotto

01 de agosto de 2016
2 min de leitura

Poeta e ensaísta dividiu por temas as canções que ‘sobrevivem’ sem melodia

Na entrada da casa da Adriana Calcanhotto há um porta-retrato com uma imagem intrigante: a senhora Maria da Glória Assumpção Cunha, avó de Adriana, ao lado da filha, Morgada Cunha, ainda menina. As duas olham para o infinito, cercadas por vastas cabeleiras. Não há quem não fique hipnotizado pela cena ao entrar na casa da compositora — o amigo Waly Salomão até insistiu para que ela usasse o retrato como capa do disco Fábrica de poema, seu terceiro álbum, que se chamaria Por que faço o que faço?. Mas capa vai, capa vem, a foto só saiu da parede agora. Foi quando outro grande amigo, o poeta e ensaísta Eucanaã Ferraz, começou a remexer as memórias da artista para organizar um livro com suas letras de música. “O livro é um inventário de belezas, de lembranças, e esta imagem não podia faltar. Ela mostra a linhagem de Adriana, que é uma história de mulheres. Curiosamente, mulheres com muito cabelo, quando Adriana quase não tem cabelo, não é?”, diverte-se Eucanaã, que batizou a obra de, Pra que é que serve uma canção como essa? (Bazar do Tempo; 192 pp.; R$ 48), uma alusão à canção homônima de Adriana, e que será lançada terça-feira na livraria Argumento do Leblon (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro / RJ).

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Talita Facchini

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