Romance francês filmado por Buñuel e Renoir ganha tradução no Brasil
‘O diário de uma camareira’, de Octave Mirbeau, é lançado por ‘editora de um homem só’
No ano passado, o jornalista e editor Mateus Kacowicz saiu do cinema depois de ver “O diário de uma camareira” com uma dúvida: como podiam ter feito um filme tão ruim a partir de uma história tão boa? Intrigado, descobriu que o romance homônimo, lançado pelo francês Octave Mirbeau em 1900, já tinha inspirado outras três adaptações cinematográficas bem melhores, incluindo uma do espanhol Luis Buñuel e outra do francês Jean Renoir. Não demorou a pôr as mãos no livro, e terminou a leitura com outra dúvida: como podia essa história nunca ter sido publicada no Brasil? Kacowicz traduziu, diagramou, prefaciou e publicou a primeira edição brasileira de O diário de uma camareira (Xenon, 308 pp., R$ 54). O livro é considerado o romance mais importante de Mirbeau, que também foi jornalista e crítico de arte. Pelos olhos da narradora, a criada Celestine, o escritor faz um retrato impiedoso da burguesia francesa na virada do século XIX para o XX.
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