Autora de best-seller feminista fala sobre estupro no Rio de Janeiro
Em entrevista ao Estadão, Roxane Gay, autora de ‘Má Feminista’, comenta sobre o machismo nas redes sociais e em Hollywood
Roxane Gay, 41, é escritora, professora universitária em
Indiana e feminista. Mas uma “má feminista”, como se apresenta. Sonha com o
closet cheio de sapatos e vestidos. Já disse muitas vezes que preto é sua cor
preferida, mas gosta mesmo é de rosa. Repudia letras ofensivas de música que
mostram a mulher como um objeto, como uma conquista do homem, mas se pega
dançando essas mesmas músicas. Ficcionista e ensaísta americana de origem
haitiana, ela ganhou destaque por sua defesa de assuntos como igualdade de
gênero e de raça e respeito ao outro ao publicar artigos sobre esses temas em
diversos veículos. E conquistou o grande público quando lançou, em 2014, Má feminista. Best-seller internacional,
a obra chega às livrarias brasileiras pela Novo Século no momento em que as
mulheres protestam país afora contra o machismo e a cultura do estupro e depois
que uma adolescente de 16 anos foi brutalmente estuprada por vários homens. “Fiquei
horrorizada”, disse Roxane Gay ao Estadão, sobre o caso brasileiro que, ela
diz, em nada se difere do que aborda no ensaio A linguagem negligente da violência sexual – o de uma criança de 11
anos estuprada por 18 homens em Cleveland, nos EUA, também filmado. “Este é o
futuro. O indizível agora é televisionado”, ela escreve. Clique aqui para ter acesso à íntegra da entrevista.
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