Primeiro livro de Garth Risk Hallberg mergulha na Nova York dos anos 1970
Romance 'Cidade em Chamas' explora a bruma da cidade com trama habilidosa, e chega ao Brasil depois de fazer barulho nos EUA
Nova York, anos 1970: a cidade e o período são temas irresistíveis de ficção de vários formatos, e, por isso mesmo, quando vem algo com essa etiqueta, a expectativa é grande. No caso do escritor nascido na Louisiana Garth Risk Hallberg, ela foi enorme: antes mesmo de publicar Cidade em chamas, em outubro de 2015 (cuja tradução chega agora ao Brasil, pelas mãos de Caetano W. Galindo), o produtor Scott Rudin comprou os direitos do livro, e houve um adiantamento de US$ 2 milhões da editora americana – essa é sua estreia na ficção. Igualmente enorme é o romance: a edição brasileira tem 1.040 páginas – 94 capítulos, um prefácio e um pós-escrito, seis interlúdios (que vão de um livro-reportagem a um zine escritos por personagens) que contam histórias que vão se entrelaçando, concentradas entre o bicentenário dos EUA, julho de 1976, a um célebre blecaute pelo qual Nova York passou no dia 13 de julho de 1977. Os personagens rondam em torno dos Hamilton-Sweeney, magnatas da cidade, e dos herdeiros William III (que vira Billy-Três-Paus na sua fase punk) e Regan. E aí tem um moleque do subúrbio viciado em David Bowie, um jornalista que quer ser o próximo Capote, um professor de escola infantil, um fogueteiro, e muitos, muitos outros.
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