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Novos livros evidenciam a volta da poesia indispensável de Manoel de Barros

11 de abril de 2016
2 min de leitura

Poeta, que completaria 100 anos em dezembro, criou uma linguagem simples e original

Manoel de Barros manteve o mesmo ritmo de trabalho até sua morte, em novembro de 2014, aos 97 anos: diariamente, às 7 horas da manhã, ele se dirigia ao andar superior de sua casa, onde se encontra o que chamava de “escritório de ser inútil”. Lá, cultivava a palavra com esmero. “Ele busca a gramática que fica antes da gramática, é o que chamo de ‘aquém da linguagem’”, observa o crítico e também poeta Italo Moriconi, supervisor das novas edições da obra de Barros agora preparadas pela Alfaguara, iniciando os festejos pelo centenário de nascimento do poeta, que acontece em dezembro. Duas obras já foram lançadas – um dos volumes traz os dois primeiros livros publicados pelo poeta: Poemas concebidos sem pecado, de 1937, e Face imóvel, de 1942 (128 pp.,R$ 34,90). Trabalhos em que Manoel de Barros já ensaiava seu estilo livre. O segundo lançamento, Arranjos para assobio (128 pp., R$ 34,90), teve primeira edição em 1982, que marca o estilo que o consolidaria a partir daquela década. Todos os volumes vão trazer reproduções de curiosos itens que fazem parte do baú de Manoel como fotos, manuscritos e missivas recebidas de amigos, como uma carta de Carlos Drummond de Andrade e um bilhete de Millôr Fernandes. O material foi selecionado pela filha do escritor, Martha Barros.

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