Verissimo, Werneck, Loyola e Paiva falam sobre o ofício da crônica
Nos 30 anos do Caderno 2, do Estadão, escritores relembram suas primeiras crônicas
Foi com Nélida Piñon que Ignácio de Loyola Brandão aprendeu a usar uma roupa nova ao começar um romance, ou um artigo importante. “Ela quer ser digna do texto que vai escrever. Achei isso muito bonito”, conta. E assim começa sua primeira crônica para o Caderno 2: “Vesti roupa nova antes de me sentar e escrever este texto. É bom. Uma roupa simples, confortável”. O autor de Zero e Não verás país nenhum já era cronista do Estado desde setembro de 1993, mas em Cidades. Em 22 de dezembro de 2000, com Tantas boas festas. Quantas de coração?, ele passaria a ocupar o espaço que mantém até hoje, às sextas-feiras. Quase metade do tempo de vida do Caderno 2, que celebrou 30 anos nesta quarta-feira (6). Há mais tempo que ele, só Luis Fernando Verissimo, que chegou em 1989. Na grade de cronistas, ainda, Milton Hatoum, Vanessa Barbara, Humberto Werneck, Marcelo Rubens Paiva, Sérgio Augusto, Lúcia Guimarães, Roberto DaMatta e Fábio Porchat. Para celebrar o aniversário do seu caderno de cultura, o Estadão convidou esses cronistas para relembrarem suas primeiras crônicas. Veja o resultado clicando aqui.
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