É Tudo Verdade aposta na literatura em sua 21ª edição
Este ano, festival de documentários tem oito filmes em que a palavra é a estrela
Muito antes da computação em nuvem, havia a Nuvem Cigana:
uma outra forma de compartilhamento de informações, analógica e movida a calor
humano, que teve seu lugar no Rio de Janeiro dos anos 1970, reunindo mais de
cem empolgados garotos. A história é contada em As incríveis artimanhas da Nuvem Cigana, de Claudio Lobato e Paola
Vieira, filme que abre na próxima sexta-feira a 21ª edição carioca do Festival
Internacional de Documentários É Tudo Verdade (7 a 17/04, no Espaço Itaú, IMS e Espaço Cultural BNDES). A palavra é, neste ano, estrela de oito filmes
do festival. “Nunca tivemos filmes sobre literatura tão marcantes na história
do festival. Este é um ano especial nesse sentido: só entre os nacionais, há
quatro filmes excepcionais. Eles passam ao largo da estrutura mais clássica de
cinema, assumindo um discurso assinado sobre um universo específico”, anima-se
Amir Labaki, diretor do festival.
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