Salman Rushdie promove batalha entre razão e fé, amor e ódio, gênios bons e maus
'Dois anos, oito meses e 28 noites', seu 12º romance, acaba de chegar às livrarias brasileiras
Para compensar o realismo de Joseph Anton, seu livro de
memórias publicado em 2012, o escritor Salman Rushdie quis mergulhar em um
pouco de fantasia. Ao escrever Dois anos,
oito meses e 28 noites (Companhia das Letras, 336 págs.; R$ 54,90 – Trad.: Donaldson Garschagen), Rushdie voltou às origens,
às histórias contadas pelo pai, ainda na Índia, ao filósofo de quem sua família
emprestou, e depois recriou, o sobrenome, Ibn Rushd (Averrois, no Ocidente), e
escreveu uma narrativa que, embora remonte ao século 12, se desenrola num
futuro próximo – ou, como diz o autor, no dia depois de amanhã. Apocalíptico assim.
Na verdade, são três momentos históricos, dois mundos e dezenas de personagens
que começam a apresentar sintomas bizarros após uma tempestade – um jardineiro
flutua, uma bebê denuncia a corrupção, outros disparam raios e por aí vai. Nova
York está em pânico. O escritor bateu um papo com Maria Fernanda Rodrigues pelo
Estadão. A entrevista pode ser conferida clicandoaqui.
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