‘O Rio é uma potência criativa’, diz editor da Taschen
Carioca que lidera a editora de livros de arte prepara livro que reúne 500 capas de discos assinadas por artistas plásticos
Julius Wiedemann é carioca e há 15 anos está à frente da
editora Taschen Books, famosa pelos classudos livros de arte e fotografia.
Editando atualmente sete obras ao mesmo tempo, ele conta que, embora cobiçada,
a rotina de quem roda o mundo em busca de novos movimentos do design e da
cultura pop não é puro glamour. “As pessoas acham que quando você tem um
emprego fora do Brasil e conhece gente interessante, tudo cai do céu”, disse à
coluna Gente Boa, d´O Globo. “Chego a trabalhar 12 horas por dia”. A próxima
aposta de Julius, que deve chegar ao Brasil em novembro, é um livro que reúne
500 capas de discos assinadas por artistas plásticos de todos os tempos — de
Salvador Dalí (sim, ele mesmo), passando por Jeff Koons, até o brasileiro Vik
Muniz. O editor elogia a qualidade do design no Rio. “Há uma produção de
altíssimo nível, mas o mercado carioca perde, porque alguns dos melhores
talentos acabam indo para fora”. Ele fala mais sobre a “riqueza criativa” da
cidade no “Fórum: Ideias, Iniciativas e Registros Criativos”, amanhã e quarta,
na Glória.
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