Nos contos de ‘O ovo do Barba-Azul’, Margaret Atwood reflete sobre relações amorosas
Escritora rebate críticas sobre cenas fortes que marcam os seus romances
Quando lançou, em 1987, o livro de contos O ovo do Barba-Azul (Rocco, 288 págs.,R$
39,50 – Trad.: Carlos Ramires), a escritora canadense Margaret Atwood foi
insistentemente questionada sobre o uso de estratégias pós-modernas para
explorar a relação entre o corpo e o texto literário. “Eu me lembro dessas
observações e não entendia nada. Na verdade, continuo não entendendo”, brinca a
autora. “Era para ser um romance, mas acabou ficando apenas um conto”. Ela se
refere à história que inspira o título da obra, publicada agora pela Rocco,
editora que lança todos os livros de Margaret no Brasil.
O ovo do Barba-Azul mostra a paixão de Sally pelo cardiologista Ed,
que não revela tanto apreço pela moça – mais por sua apatia que por
desinteresse. Certo dia, ela é desafiada a escolher um personagem da lenda do
Barba-Azul para contar a história pelo seu ponto de vista. E ela escolhe o ovo.
Aparentemente passivo, o ovo, no entanto, era a causa de todas as desgraças que
aconteciam no conto folclórico, no qual um bruxo sequestrava mulheres e as
testava para ver se mereciam casar com ele.
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