Cristovão Tezza lança volume de crônicas
Lançamento da Record traz 64 crônicas e um ensaio sobre o gênero
Duas noites de insônia, o fantasma do leitor de jornal surgindo em sua tela de computador, o gênero a ser desbravado a partir dos 50 anos, a adaptação aos 2.900 toques (no máximo) e a possível falta de inspiração foram alguns dos desafios enfrentados por Cristovão Tezza, segundo o próprio, ao aceitar o convite da Gazeta do Povo e, em suas palavras, tornar-se um “cronista acidental”, a partir de fevereiro de 2008. Em cinco anos, o trabalho do romancista rendeu 355 crônicas, um livro finalista do Jabuti e agora é encerrado com A máquina de caminhar (Record, 192 pp., R$ 37,90), que traz 64 textos selecionados e um bônus. No ensaio, em que confessa nunca ter sido um leitor de crônicas e afirma que somente em casos-limite ela pode se metamorfosear em literatura, Tezza utiliza dois textos de Machado de Assis para analisar o gênero e investigar sua essência originalmente brasileira. O livro, com crônicas que vão desde comentários sobre livros, futebol, Curitiba, política, internet, chega às livrarias neste mês.
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