O encontro e a amizade entre a Lua e um menino
Livro ilustrado do chinês Jimmy Liao retrata o desamparo e a solidão em uma grande cidade
O que aconteceria se um dia, sem motivo aparente, a Lua despencasse do céu? Este é o ponto de partida do belíssimo A lua perdida (SM, 120 pp; R$ 56 – Trad. Sun Lidong), escrito e ilustrado pelo chinês Jimmy Liao, recém-lançado no Brasil pela SM. O desaparecimento da Lua desencadeia uma série de alterações na localidade. As ondas param de se movimentar, o oceano se solidifica, o mundo se transforma em um lugar solitário, silencioso e frio. Uma nave some no espaço e os cientistas não sabem o que fazer. Enquanto isso, canais de televisão noticiam o fato, e o pânico se dissemina. Mas, de alguma forma, a população se conforma. Fábricas passam a produzir Luas, que são transportadas de caminhão para as cidades escuras. Satélites artificiais invadem lojas. Em casa, o garoto se envolve com a Lua. A enrola numa toalha macia, conversa, canta canções, compartilha a vida. O satélite devolve o carinho, interage com o menino. E assim o tempo corre… De forma poética, Jimmy Liao fala de desamparo e do sentimento contemporâneo de se sentir só no meio de uma cidade povoada.
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