O ponto de encontro dos líderes das independências africanas em Portugal
Casa dos Estudantes do Império é tema de livros e exposição
Criada em 1944, em Portugal, para receber jovens das colônias da África e da Ásia, a Casa dos Estudantes do Império tinha um objetivo expresso já no nome: formar quadros para o sistema colonial. Mas a convivência entre alunos de origens diversas, unidos pela revolta contra a dominação portuguesa, teve o efeito contrário. Antes de ser fechada pelo ditador Antonio Salazar, em 1965, a Casa se tornou um polo difusor das culturas de países como Angola, Moçambique e Cabo Verde. Muitos estudantes saíram dali para liderar as lutas de independência que acabaram com o império português. Essa história é resgatada em uma exposição promovida nos países lusófonos pela União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA). Com fotografias, documentos e obras da época, a mostra já passou por Lisboa e Maputo, em Moçambique, e está em cartaz em Praia, capital de Cabo Verde. Além disso, a UCCLA publicou fac-símiles dos 22 volumes lançados pela editora da Casa dos Estudantes do Império. São os raros livros de estreia de jovens que se tornariam pioneiros das literaturas dos países africanos de língua portuguesa
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