Em ’41 inícios falsos’, Janet Malcolm analisa de Virginia Woolf a Salinger
Escritora é um dos nomes mais prestigiados da revista 'New Yorker'
Janet Malcolm, 82 anos, pertence a uma geração de jornalistas que julgava impossível traçar o perfil de um entrevistado sem conviver com ele. Essa fidelidade ao compromisso firmado com o outro, a despeito do ceticismo com que Malcolm encara a profissão, levou a repórter, biógrafa e ficcionista a criar histórias extraordinárias sobre gente ordinária, que paga assassinos para matar pessoas próximas, como em Anatomia de um julgamento. Seus personagens favoritos, no entanto, são artistas e escritores, as principais profissões abordadas em 41 inícios falsos, que chegou neste sábado, 13, às livrarias de todo o país em edição da Companhia das Letras, a mesma de outros três livros seus: O jornalista e o assassino (2011), A mulher calada (2102), análise crítica das biografias da poeta Sylvia Plath, e Anatomia de um julgamento (2012). Um dos nomes mais prestigiados da revista New Yorker, Janet Malcolm desconfia que os biógrafos sejam um pouco como ladrões – e que seus leitores não passem de voyeurs.
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