Bataille e o questionamento sobre a essência da literatura
Em ‘A literatura e o mal’, escritor francês analisa autores românticos e modernistas
Como parte do esforço louvável de recuperar a obra do escritor francês Georges Bataille em novas edições, a editora Autêntica lançou agora A literatura e o mal (200 pp.; R$ 43), coleção de ensaios dedicados à literatura, de 1957, traduzida de modo preciso por Fernando Scheibe. Dentro da vasta obra de Bataille, a literatura e o estudo de sua importância antropológica ocupavam uma posição privilegiada. Bataille escrevia romances e novelas eróticas, e não é por acaso que seus estudos a partir da perspectiva do proibido questionam a liberdade particular que caracteriza a literatura genuína. O argumento fundamental é que lidar com o mal, imaginar o mal e realizar o mal poeticamente, literariamente é propriedade que expressa o que Bataille vê como a liberdade essencial da literatura.
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