A tradição da literatura de língua portuguesa em Cabo Verde
Evento no país africano celebrou autores locais ainda pouco conhecidos no Brasil
O arquipélago de Cabo Verde tem uma rica tradição literária, ainda pouco conhecida pelos leitores brasileiros. Na semana passada, o país africano sediou em sua capital, Praia, o VI Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que serviu também de vitrine para a literatura cabo-verdiana. Promovido pela União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), o evento reuniu mais de 30 convidados de países lusófonos e de Macau. Participaram alguns dos principais autores de Cabo Verde, como o romancista Germano Almeida, e houve uma mesa só com jovens escritores do país. Único cabo-verdiano a receber o Prêmio Camões, em 2009, o poeta Arménio Vieira foi um dos homenageados. Porém, fiel a seu estilo reservado, desistiu de comparecer. Na ausência do homenageado, a obra de Arménio foi exaltada no evento por um convidado ilustre: o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. Amigo do escritor, ele também é poeta e publicou nos anos 1990 dois livros de versos surreais: Porcos em delírio (1998) e O silêncio acusado de alta traição e de incitamento ao mau hálito geral (1995).
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