Editoras vão recorrer da decisão que proibiu a venda de ‘Minha luta’ no Rio
Juiz proibiu a comercialização, exposição e divulgação da obra a pedido do MP
As editoras no Brasil do livro Minha luta, de Adolf Hitler, afirmaram que vão recorrer da decisão da 33ª Vara Criminal da Capital que proibiu a comercialização, exposição e divulgação da obra do líder nazista no estado do Rio. Nesta quarta-feira, o juiz Alberto Salomão Junior acolheu pedido do procurador-geral do Estado, Marfan Vieira, e do promotor Alexandre Themístocles, com a justificativa de que Minha luta incita o ódio contra judeus, ciganos, negros e homossexuais e contraria valores humanos e jurídicos estabelecidos pela República brasileira. O juiz também expediu mandados de busca e apreensão para a obra. Os diretores de livrarias ficarão responsáveis pela guarda dos livros. O livro de Hitler tem duas editoras no Brasil: a Centauro e a Geração Editorial. A edição da Centauro, que traz apenas o texto original traduzido e não tem comentários, chegou às livrarias no início do ano. A da Geração Editorial será lançada em março, com textos de apresentação, comentários e notas. Adalmir Caparros Fagá, sócio da Centauro, disse que já está tomando as providências e vai recorrer da decisão. Luiz Fernando Emediato, publisher da Geração Editorial, classificou a decisão da justiça do Rio como inócua e informou que a editora ainda não foi citada.
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