Livro traz as histórias de 30 bares inesquecíveis do Rio de Janeiro
Em 'Memória afetiva do botequim carioca', autores tratam do caminho da boemia
Dizem que a história aconteceu nos anos 1970, no Antonio’s, saudoso bar que ficava na esquina da Bartolomeu Mitre com a Ataulfo de Paiva. Num fim de noite, quando os últimos clientes tomavam a saideira, bandidos invadiram o local e prenderam todos no banheiro. De lá, alguém gritou: “Levem as penduras!”. Nessa hora, Manolo, o proprietário, se desesperou: podia até perder o dinheiro do dia, mas nunca o débito dos biriteiros. O causo é contado no recém-lançado Memória afetiva do botequim carioca (José Olympio, 256 pp; R$ 65), que faz parte da Biblioteca Rio450, dos jornalistas Paulo Thiago de Mello e Zé Octávio Sebadelhe, ao lado das histórias de 30 botequins que marcaram o Rio de maneira indelével. Estão lá, por exemplo, o Bar 20 de novembro (o mais antigo de Ipanema, do final do século XIX), o Zicartola (boteco de Dona Zica e Cartola, de 1963) e o Barbas (que tinha dois ex-presos políticos entre seus sócios, de 1981).
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